21 de abril de 2010

Analogia

Ainda na onda do vermelho (blogagem coletiva)

 

Contou até vinte, lentamente. Inspirou e expirou, suavemente, outras tantas vezes. Precisava acalmar-se embora sentisse que uma revolução acontecia dentro de si.

A melhor metáfora para Ela, naquele momento era: um vulcão prestes a entrar em erupção. E sabe-se lá para onde espirraria as suas larvas.

Infelizmente, não havia nada que pudesse fazer. Não adiantava gritar, brigar, exigir, criticar, julgar. Queria fazer tudo, mas não podia fazer nada. Tudo e nada eram como ela, um pronome indefinido.

Se tinha aprendido algo, ao longo da vida era de que não devia tomar nenhuma atitude arrebatada pela emoção, pois era certo que se arrependeria depois.

Assim, mais uma vez, calou-se diante da covardia que arrepia, do silêncio baldio, da ousadia vazia, da palavra que ludibria, da gritaria como terapia.

Ela acompanhava tudo com olhar atento, assustado e envergonhado. Às vezes  precisava falar, mas, nesse momento,  o melhor era calar-se.

"Calar da maneira certa é deixar que uma voz mais profunda seja ouvida. A voz severa, a voz serena, a voz suave e firme da verdade."  

4 comentários:

Everson Russo disse...

Muitas vezes é o que buscamos nessa vida,,,o silencio que nos diga tudo,,,que nos conte toda a verdade...um beijo de bom dia pra ti.

Noe* disse...

É preciso que a gente entenda o silêncio... E use-o como algo positivo! Há mais beleza no silêncio do que na fala =)
Um beijoo =*

Felina Mulher disse...

Existe um silencio dentro de mim que dói de tão silencioso...seria esse?


Um beijo querida.

Isadora disse...

Felina acredito que seja esse mesmo! Mas esqueci de contar uma coisa: passa!
Beijos