15 de janeiro de 2012

Microconto


Dessa vez era uma carta curta, bem diferente de tantas outras que havia escrito. Já tinha escrito tudo o que guardava no coração e na alma exaustivamente. Talvez tenha sido repetitiva, mas o que o coração guarda são lembranças repetidas de momentos finitos.

Olhava para o papel preenchido de letras, sentimentos, cores e aromas. Ficou surpresa em como foi sucinta. Dessa vez não houve rodeios ou floreios. Talvez o assunto tenha se esgotado, ou, ela estava esgotada.

Dobrou o papel delicadamente e pegou o envelope carmim. Até a escolha do papel e do envelope eram teatrais. Pensou: por que tanta dramaticidade? Desde sempre foi assim: uma sucessão de exageros.

Tudo tem uma medida, e, ela por diversas vezes exagerou, não é à toa que que se erramos a medida, o bolo desanda, o tempero fica picante, a comida fica salgada.

Pegou a carta, a bolsa mas por um minuto ficou parada perto a porta. Aquele minuto em que uma mudança de rumo pode alterar toda a história. Deu meia volta e foi até a biblioteca. Tirou  um livro da estante e colocou a carta dentro.

Aquela carta não seria enviada. Chegou a conclusão que era uma carta para si mesma e que desse momento em diante não erraria mais a medida. Nada de exagero ou escassez, apenas a medida exata.

11 de janeiro de 2012

Gentileza sempre gera Gentileza

Compartilho com vocês um dos vídeos mais bonitos que já vi nos últimos anos.

Um mundo assim seria maravilhoso!



4 de janeiro de 2012