8 de agosto de 2011

Não tem explicação, não tem

Valentina estava exausta. Sentia-se como no dito brincalhão como se um caminhão tivesse passado por cima. Também não era para menos estava acordada desde as cinco horas da manhã e já eram onze da noite.

Tivera que acordar cedo, pois o seu voo estava marcado para oito horas. Ia para Natal, a trabalho.

Chegou ao aeroporto Augusto Severo, às onze horas e de lá foi direto para a filial da empresa. Já soubera antes mesmo de embarcar que três reuniões haviam sido marcadas, sendo que a primeira delas era um almoço. Que maratona, pensou.

Chegou e foi tomando logo pé da situação e dos detalhes sobre a empresa que queriam comprar. O almoço seria tenso e talvez fosse melhor pedir algo leve.

O almoço aconteceu tenso como ela havia imaginado e depois as duas reuniões, uma na sequência da outra. Quando pensou, aliviada, que poderia ir para o hotel, foi pega de surpresa pelos amigos do escritório que combinaram um happy our. Com negar?

Seu celular não deu trégua. Tocou sem parar o dia inteiro. Era Luís que ligava insistentemente.

Ela e Luís namoraram por dois anos e eles haviam rompido o namoro há uma semana. Ele não se conformava e queria mais e mais explicações.

Valentina já havia explicado tudo e explicado o que era mais importante: não o amava mais, porém Luís, sempre Luís tão arrogante não podia conceber o fato e dizia que tinha outro motivo, porém não havia e era assim, simples. Ela não queria ser indelicada e dizer para que ele parasse de ligar, pois estava sendo inconveniente. Esperava que ele se desse conta e a deixasse em paz.

Estava agora, no quarto do hotel, finalmente. Encostou a porta, desfez rapidamente a mala e foi para o banheiro. Estava louca para tomar um banho, colocar a camisola e apenas se enfiar debaixo das cobertas e ver se estava passando um bom filme, porém antes de deitar-se foi até a mesinha de cabeceira e pegou algo.

Antes de concluir o que iria fazer pensou em como gostaria de gritar em alto e bom som as palavrinhas que acabara de ler, mas como não podia limitou-se a abrir a porta e pendura na maçaneta pelo lado de fora, a pequena plaquinha que dizia:

Um comentário:

Cantinho She disse...

Hahahahahaha muuuuuuuuito bom, Isa!
Beijo, beijo!
She