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7 de outubro de 2010

Pressa de quê?

Reunião marcada, às 9h30, no trabalho. Ok, tenho que chegar na hora.

Sou pontual e gosto disso. Horário marcado deve ser cumprido. Se tem uma coisa que me deixa chateada é quando marco uma consulta médica, chego no horário e sou atendida trinta, quarenta minutos depois. Isso me deixa revoltada, pois normalmente marco antes de ir para o trabalho, ou no horário do almoço e acabo chegando ou retornando mais do que atrasada.

É claro que acontecimentos alheios a nossa vontade ou imprevistos acontecem, ainda que tenhamos organizado tudo direitinho.

Foi o que aconteceu hoje. Eu pronta para sair (tempo suficiente para chegar no horário marcado), e por motivo alheio a minha vontade (questões com a pequena) sai atrasada.

Entrei no ônibus e a cada parada no sinal, ou parada no ponto para que todos entrassem (nessas horas, o ônibus para em todos os pontos, e olha que a Nossa Senhora de Copacabana é enorme e trinta pessoas resolvem entrar a cada parada), eu pensava comigo: anda logo, abre esse sinal, ai gente entra logo e vamos embora.

Começo a olhar o horário, no celular e vou ficando angustiada, chegarei atrasada. Só que não tem nada que eu possa fazer.

Daí pensei comigo mesma, ora se você não quer se atrasar e nem se angustiar sai mais cedo de casa. Ok, isso mesmo, só que dessa vez não deu. Então?

Relaxei. Chega de ficar angustiada por coisas que não tenho o menor controle. Imprevistos acontecem e ou aprendo a lidar com eles, ou viverei angustiada. Decidi que aprenderei a viver com eles da melhor forma possível.

Ao invés de descer do ônibus e sair como uma maluca atravessando as ruas, para chegar um pouco menos atrasada (5 minutos), desci com calma, atravessei as ruas com calma, entrei no prédio e peguei o elevador com calma.

Cheguei dez minutos atrasada e ao invés de lançar aquele sorriso amarelo, sem graça pelo atraso, apenas disse: me desculpem, mas tive um imprevisto.

"Imprevisto sempre há de pintar por aí."