22 de novembro de 2010

Tantos Caminhos: a festa continua - parte XII

Meus amigos é com grande alegria que, hoje, trago para vocês um texto da querida amiga Giovanna, do Bordados e Retalhos:

 

Por Que os Ipês Florescem no Inverno?

Andava distraída pela rua e alguma coisa me chamou a atenção no meio da praça. O ipê rosa, imponente, a despeito da falta de cor entre todos os arbustos e plantas, estava lá lindo e florido, enfeitando o final desta manhã de inverno em que o coração não consegue enxergar motivos para alegria. 

Praça Costa Pereira onde passei hoje pela manhã

Mas por que será que os ipês teimam em florescer nesse tempo em que a gente  se esconde do vento e da chuva fina? Por que será que eles brotam lindos e faceiros quando as praças estão vazias e os bancos que moram lá ficam  sozinhos e tristes  sem ouvir as confidências do  casais enamorados? Por que?
Segundo o filósofo e escritor Rubem Alves os ipês florescem no inverno porque  é um tempo é frio e seco e então as árvores ficam com medo de morrer. Por isso produzem, florescem e ejaculam suas sementes ao vento. Antes de morrer oferecem  um grande orgasmo de cor e beleza."

Entendi, é como se diante de dias cinzentos, melancólicos sem o brilho do sol,  os ipês saudassem, antecipadamente, a primavera que logo chegará.  


Quanto mistério há na natureza, numa árvore simples que se impõe majestosa nesse tempo no meio da praça, quanto mistério! Quanto mistério há também no coração da gente  que teima em chorar hoje mas que amanhã certamente há de encontrar dias ensolarados de esperança para viver.

21 de novembro de 2010

Tantos Caminhos: a festa continua - parte XI

Amigos, hoje, divido com vocês dois textos de duas queridas amigas: a Mônica, do Deusas e Fadas e a Irene do M@myrene.

Mônica - Deusas e Fadas

Salve! Oh Deusa Lua

Lua

Nasce a noite iluminada pela Lua Cheia
E no íntimo sentimos sua misteriosa presença
Luz prateada enfeitiçando a meia noite e meia
Brilhando sobre a imensidão de cada crença

Lua Cheia de adversidades
Dos que vagueiam pelas veredas das sombras
Dos seres vazios pedintes de prosperidades
Dançam seus sonhos e ilusões sobre as alfombras

Lua Cheia dos lunáticos insanos
Das suas lágrimas caem estrelas sobre mim
Sobre os véus dos meus desejos humanos
Da maestria dos segredos não sairão até o fim

Lua Cheia dos poetas românticos
Dos amantes boêmios e eternos namorados
Assinalando a força dos poderes quânticos
Unindo as almas e os corações apaixonados

Lua Cheia dos ciclos e nascimentos
Gravitacional é o seu poder sobrenatural
Daqueles que possuem os conhecimentos
Mas sua magia é um fenômeno transcendental.

Flores e Luz.
(Autora: Helen Dante)



E agora, com vocês a Irene, do M@myrene 
  
"É tão bom o amor"

 
É tão bom ouvir sua voz me dizendo que gostas de mim
É tão bom poder estar com alguém tão lindo assim
É tão bom sentir o coração bater mais forte
É tão bom ter esse sentimento dentro da gente.

É tão bom amar é ser amado
É tão bom estar apaixonado
É tão bom sentir teus beijos
É tão bom estar em teus braços.

É tão bom assim que não quero que acabe
É tão bom que vibro de tanta alegria
É tão bom que a cada dia esse amor cresce
É tão bom que de amor morreria.

É tão bom saber que podemos amar
É tão bom saber nele encontramos a vida
É tão bom saber que o amor nos leva a qualquer lugar
É tão bom saber como sou feliz de te amar.

*Escrito por Irene Moreira*
"E a emoção do nosso amor
Não dá pra ser contida
A força desse amor
Não dá pra ser medida
Amar como eu te amo
Só uma vez na vida."
(Roberto Carlos)

19 de novembro de 2010

Tantos Caminhos: a festa continua - parte X

Bom, como todos já sabem esse é o mês de comemoração de 01 anos do Tantos Caminhos e não encontrei melhor forma de comemorar do que dividir com vocês textos de amigos queridos.

Dando continuidade a festa, hoje, divido vocês um texto, da querida Beth do Mãe Gaia.

"Numa casa portuguesa fica bem pão e vinho sobre a mesa. 
Quando à porta humildemente bate alguém, 
senta-se à mesa co'a gente. 
Fica bem essa franqueza, fica bem, que o povo nunca a desmente. 
A alegria da pobreza está nesta grande riqueza de dar e ficar contente. 
Quatro paredes caiadas, um cheirinho à alecrim,
um cacho de uvas doiradas, duas rosas num jardim,
um São Pedro de azulejo, sob um sol de primavera, 
uma promessa de beijos, dois braços à minha espera.
É uma casa portuguesa, com certeza! 
É, com certeza, uma casa portuguesa! 
No conforto pobrezinho do meu lar, 
há fartura de carinho. 
A cortina da janela e o luar, mais o sol que gosta dela...
Basta pouco, poucochinho p'ra alegrar uma existência singela... 
É só amor, pão e vinho e um caldo verde verdinho a fumegar na tigela."


Em algum momento neste final de semana pus-me a cantarolar esta música portuguesa que não me saiu da cabeça depois que li um trecho do livro que levei para as noites tranquilas lá na serra. Os mais jovens que aqui frequentam não devem conhecê-la, mas ela fez muito sucesso no passado e na minha infância, no convívio que tive com várias famílias lusitanas, volta e meia ouvia alguém cantarolando um pedacinho dela. Acho-a linda e tem tudo a ver com o modo de viver dos portugueses, simples e caloroso.

Eu via e sentia como aquelas pessoas tinham amor pelo seu país e viviam contando casos ou recitando versinhos bem ao seu estilo, fazendo comidas com gosto da terra distante(eu adorava a filhóses que Dona Deolinda fazia), usando a maneira de seu povo nas suas expressões do dia a dia. Só agora que entendo melhor a vida, imagino a medida exata para avaliar as suas perdas e seus sentimentos. O Atlântico é o mesmo oceano que separa estes dois países irmãos, mas a cultura deles é muito diferente da nossa e eu não entendia porque moravam todos uns em cima dos outros, quer dizer, construiam sempre mais um puxadinho para um filho que casava ou algum parente que chegava de Portugal. Era um tempo em que a família abrigava as pessoas. Atualmente ainda vemos alguns morando com avós, pais, filhos e netos e, geralmente muito felizes em suas relações afetivas.

Lembrei-me de um fato interessante que um dia uma amiga que nasceu lá, acho que é Trás dos Montes, contou-me. Veio ainda bebê com os pais aqui pro Brasil começarem uma nova vida depois da Segunda Guerra Mundial e, tanto seus pais quanto ela própria sonhavam um dia poder voltar à querida terrinha e reverem os lugares lá deixados, os parentes, suas raízes, enfim. Seus pais foram uma única vez e não mais voltaram, viviam das lembranças e do contato que faziam das cartas e telefonemas. Fincaram os pés aqui na terra brasileira e criaram seus filhos. Assim que teve uma oportunidade foi com seu marido em viagem à Portugal nos idos de 80, levando presentes brasileiros para a avó, tios e primos. Passaram por lá uns vinte e poucos dias, comendo batatas, azeitonas graúdas, bacalhau regado a azeite puro. Depois de uma dezena de dias já estavam enjoados daquilo, pois na aldeia que os parentes moravam não tinha lá muita variedade e quase todos os dias vinham as batatas cozidas, que já não surtiam o prazer das primeiras vezes. Chegaram a ter um certo 'piriri' de tanto azeite que ingeriram. Claro que hoje, até mesmo as aldeias têm variedades comestíveis e até de países distantes. 


Mas o que os marcou profundamente foi perceberem que nas conversas com os tios e primos, não eram mais considerados portugueses e sim brasileiros. Ficaram confusos, coitados, pois os dois, ela e o marido, eram registrados como portugueses, viveram aqui no estilo português, com seus pais legitimamente portugueses e com sotaques completamente distintos do português brasileiro que falamos. Voltaram pro Brasil meio decepcionados em descobrirem que não tinham mais uma nacionalidade definida - lá não eram portugueses e aqui não eram brasileiros - foi então que resolveram se naturalizar de vez brasileiros e acabar com essa história.

Hoje, muitos brasileiros sairam do Brasil em busca de novas e boas oportunidades no exterior. Alguns não podem voltar com tranquilidade ou porque estão ilegais ou não têm condições financeiras para bancar passagens de ida e volta facilmente e há aqueles que podem e estão sempre vindo, mesmo vivendo felizes e com as vidas estabelecidas, às vezes até famílias prontas com filhos nascidos em outro país, mas todos, sem exceção, volta e meia usam a palavra que só existe na nossa língua e que é usada no singular para expressar tudo aquilo que vai na alma com relação ao Brasil - Saudade - sem o s, pois saudades, no plural, são lembranças, cumprimentos que se mandam.

Vejo que ocorre então um movimento contrário aquele do meio do século passado e que com a globalização fortaleceu-se em todo o mundo. Penso, como será a visão daquele que passa muitos anos fora daqui e quando retorna, mesmo vindo com tanta saudade, o que sente diante do país atual que também está diferente nas mudanças sociais e culturais, devido a todo este movimento global! Por um acaso sentem-se assim, meio divididos, brasileiros lá fora e aqui um estrangeiro?!
"Onde você se encontra, onde você está, é exatamente aí que está sua vida, não importa quão penosa esteja sendo ou quão prazeirosa. Isso é o que é."
(Taizan Maezumi, Ensinamentos da Grande Montanha, Editora Religare)


(Ao fazer este post lembrei-me com saudade de meus amigos de sempre, portugueses e brasileiros de coração, e homenageio Dona Deolinda, Sr. João, Tereza, Lourdes, Belarmino, Maria, Fátima, Vera, Sr. Ernesto, Dona Rosa, Sr. Joaquim e Dona Alina).


Meus amigos, ando um tanto em falta com vocês, mas esses dias estão para lá de corridos. O final de semana será estilo gincana com a pequena Beatriz e é bem provável que eu só consiga passar por aqui no domingo. Um bom final de semana a todos!

18 de novembro de 2010

Blogagem Coletiva - Minha Ideia é Meu Pincel (4ª)


A cada semana um novo olhar, uma nova descoberta, um novo detalhe, mais uma pausa para a contemplação e é assim que chegamos na quarta semana da blogagem coletiva proposta pela Glorinha do Café com Bolo.
Edgar Degas - Les Danseuses Bleues
É possível sentirmos a tensão no ar. Pessoas correndo de um lado para o outro, agitação, murmurinho, costureiras de linhas e agulhas nas mãos, cabeleireiros, redes de cabelos e grampos espalhados por todos os lados. Poucos minutos, isso mesmo. Poucos minutos para começar.

As bailarinas deixando os últimos ajustes na roupa e no cabelo serem feitos. Margaridas sendo delicadamente colocadas no cabelo. Olhos apreensivos para o espelho. Blush, batom, sombra, lápis. Sapatilhas de pontas e  fitas rosadas sendo cuidadosamente amarradas no tornozelo.  O coque, a rede, um pouquinho de laquê e o cabelo está pronto. O pó de breu colocado no canto, sim este pozinho não pode faltar, afinal é ele que segurará os rodopios que farão. Euforia!

Na coxia, uma barra improvisada. Alongamento, "Plié", "Demi-Plié", "Elevé", ""Relevé", Flic-Flac", "Arabesque" e assim, as bailarinas  preparam-se para o tão aguardado momento. Silêncio - pede alguém. E em um segundo, o lugar que até então fervilhava é tomado por uma total ausência de ruídos.

O manto vermelho cuidadosamente é suspenso e a plateia, em silêncio, ouve a suave valsa.

Respeitável público: o espetáculo vai começar!

"Uma pirueta, duas piruetas. Bravo, bravo!"

16 de novembro de 2010

Tantos Caminhos: a festa continua - parte IX

Amigos espero que estejam gostando da festa, dos textos publicados aqui! Hoje, trago para vocês um texto da querida Dama, do Blog Confissões Ácidas.

 Pelo direito da mulher ser sozinha!


Lendo esse conto no blog da Celamar Maione, fiquei pensando nos motivos que levam muitas mulheres a buscarem desesperadamente uma companhia masculina. E vi que tem muito a ser analisado nisso. Uma mulher sozinha tem que lutar pelo direito de querer ficar sozinha! E muitas não se sentem preparadas o suficiente pra isso, porque julgam ser mais fácil se inserirem socialmente tendo um homem ao lado... Vou explicar, não me apedrejem ainda... rs

Creio que muitas mulheres buscam homens porque precisam sentir que "fazem parte de", que podem sair, que podem frequentar qualquer lugar... Veja o caso de um homem sentado numa mesa de bar, sozinho, tomando sua cerveja... Uma cena normal, olhamos e seguimos adiante... Coloque uma mulher na mesma situação... As pessoas que passarem vão achar que ela ou está caçando um homem, ou o homem dela foi ao banheiro, ou ele ainda não chegou... Jamais vão pensar que aquela mulher apenas sentiu vontade de sentar naquela mesa sozinha e tomar uma cerveja... Vejam como isso tem a ver com transição histórica... As transformações sociais foram rápidas, historicamente falando, mas a mentalidade continua atrasada. Dentro de cada um de nós as mudanças demoram para serem assimiladas...

Trabalho com uma moça que se casou cedo, se separou recentemente e agora se encontra sem um relacionamento... Ela me confessa que não consegue viver sem um homem... Ele precisa de um para viajar, ir ao cinema, sair para um restaurante, enfim, viver socialmente... E tenho certeza que muitas mulheres sentem o mesmo... Creio que a falta é mais da vida que ela quer levar, da proteção do homem, do que propriamente da companhia de um namorado ou marido! É a necessidade de uma "muleta". Sem o homem ela se sente tolida de fazer uma série de coisas que gosta...

Não recrimino essas mulheres, mas sinto tristeza ao constatar isso! Porque o movimento deveria ser o contrário, aproveitar que estar sozinha para tentar ver o que de positivo tem nisso, ousar, se reinventar como ser humano... É fácil??!! Não, de jeito nenhum!! Não é fácil ir contra as convenções sociais... Mas é útil tentar! Se a mulher conquistou o que tem hoje, é porque outras mulheres ousaram contestar o que estava aí!!

Se digo isso é porque faço! Se eu tiver que ir a qualquer lugar sozinha eu vou... Seja pra dançar ou sentar em bares sozinha... Percebo os olhares estranhos, os caras abordam de uma maneira cretina. Mas é só a gente se impor! Se eu sei o que busco, alguém só fará algo comigo que não quero, se for à força...

E vão ter as mulheres que dizem que estar com um homem dá uma sensação de proteção, porque ele funciona como um escudo... Não tiro a razão dessas mulheres, mas por outro lado, é preciso aprender a se defender! Claro que a gente não vai sair no meio da noite, por uma rua escura, sozinha. Mulher tem menos força física que um homem, é um fato... Escolha locais bem frequentados, use táxi pra ir e voltar... Dá pra sair sem correr tantos riscos! Se não tem dinheiro pro táxi, escolha locais perto de casa... E ter um homem ao lado, não é garantia de que nenhuma violência vá ocorrer... Definitivamente não é!

Gosto de viver sozinha, o que não significa ser o estereótipo da solitária amargurada! Uma companhia masculina agradável é sempre benvinda, no entanto pra mim vale uma frase da Maitê Proença: - Homem eu quero, o que não quero é marido! Dois casamentos já foram suficiente para eu entender que não é minha praia... Mas se a mulher gosta de casar, ou apenas deseja uma presença masculina em sua vida, melhor que seja por prazer e não porque precisa de um homem para viver...

15 de novembro de 2010

Tantos Caminhos: a festa continua - parte VIII

Esse mês está animado e do jeito que eu adoro: comemorando com os amigos, momentos importantes. E como é festa, hoje, divido com vocês dois textos de duas queridas amigas: She, do blog Cantinho She e Fran, do blog Diário de Bordo - Lund.


Mulher madura sabe

Sensualidade

Não parece

Vulgaridade

Sabem que um olhar

Provoca muito mais

Do que um encostar

No jogo da sedução

Um quase dizer faz

Mas não faz

O olhar é atração

As palavras são incêndio

O corpo é a comprovação

É um beijar que não beija

É um jeito menina

Com cheiro de mulher

É uma brincadeira gostosa

Que leva ao êxtase

Seduzir me encanta

Seduzir é dançar gostoso

Seduzir é chegar pertinho

Seduzir é se deixar sentir

Seduzir é tocar fogo para queimar

E se queimar

Seduzir é embarcar no desejo

De ser desejada

Seduzir é deliciosamente

Ser provocante

Seduzir é...

TEXTO: Sheila Mendonça.
Foto: Internet
 
 
Calma, linda e loura
Suécia,país de muitas descobertas a fazer...
Berço de nomes ilustres. Para completar, seus filhos são loiros, lindos, altos e de olhos azuis. Belos descendentes vikings. A vida por aqui é calma e serena. Andamos pelas ruas tranqüilas sem medo. Moramos em um local onde não há guaritas - portaria . Não temos carro, mas andamos de ônibus diariamente e somos respeitados por isso. Todas as linhas seguem rigorosamente aos horários estipulados nos diferentes pontos da cidade e por isso podemos nos programar. Por eles passam idosos, cadeirantes, mães com carrinhos de bebê e até cachorros, todos são respeitados como iguais. `

A escola pública funciona com qualidade. Aqui em Lund a vida é bem tranqüila. Podemos cruzar a cidade a pé junto com milhares de Universitários de toda a Europa que freqüentam a Universidade de Lund.. As mulheres suecas? São lindas, magras, altas,de olhos claros, tipo Ana Hickmann.Em dias de termômetro próximo ao zero grau as saias curtas pela vaidade das loiras servem de ótimo isolante térmico. Parecem estar desfilando em um grande evento pelas ruas da pequena Lund apesar de que a população hojé já é uma mistura de traços e nem todos são loiros.

Com uma política bem "generosa", há décadas o país recebe muitos refugiados (esta semana o Marcio tirou o cavanhaque e limpou as sombrancelhas, já foi confundido com árabe e não gostou nadinha). Aqui homens e mulheres possuem deveres e direitos iguais, dividem tarefas e responsabilidades, nas ruas presenciamos muitos homens com carrinhos de bêbes. Descobri que a licença maternidade são de 400 dias e os pais ainda recebem ajuda do governo até o filho completar 18 anos. Os dias de licença podem ser divididos entre pai e mãe, como a família preferir.Fico imaginando como sentem as pessoas que são mais valorizadas? Serão certamente pais, maridos , mulheres , esposas e funcionários melhores.
Será esta uma realidade de conto de fadas? 
Parafraseando a Somnia do "Borboleta" na qual sou fã, ensinamos as crianças que nos contos de fadas há momentos tristes e aprendizados a fazer, sem eles, a gente continuaria a mesma gata borralheira de sempre". Sei que ainda passaremos por desafios mas por enquanto só nos resta aproveitar as boas situações que esta vida pode nos oferecer.
(Texto da Fran)

E a nossa festa continua...

13 de novembro de 2010

Tantos Caminhos: a festa continua - parte VII

Hoje, trago para a nossa festa, dois queridos amigos: Veloso, blog Baú do Veloso e o Gilmar, do blog Caminhar & Ruminar. Espero que gostem!

As Tirinhas do Veloso





E como vocês, o amigo Gilmar:

Se eu fosse mulher por um dia...

Cupid's Arrow, de José de Almeida & Maria Flores

Se eu fosse mulher, por um dia, queria desconhecer o cansaço e a irritabilidade da rotina, nos afazeres de casa. Não conseguiria ser essa mulher multifunções, "multitudo". Essa mulher "prendada" não sobreviveria!

Queria navegar em descobertas esfuziantes e a primeira curiosidade seria sobre os "mistérios" que povoam o banheiro feminino. Saber porque se vai ao banheiro feminino em duplas ou tríades, o que acontece lá dentro e porque o retorno é sempre acompanhado de largos sorrisos na face. Talvez sejam os encantos do "espelho espelho meu", em meio a bolsas recheadas de surpresas. Talvez...


Outra sensação, que deve ser deliciosa para se descobrir, seria o uso despudorado do cartão de crédito. Essa moeda plástica, que tantos desatinos provoca, tem seus segredos revelados em sapatos, roupas e outras tantas sacolas de grifes. Deve ser fantástica a emoção compulsiva das compras! Loja após loja, num infindável movimento de despir e vestir, até o "é esse"! Mais uma relíquia para o closet.


De outras tantas eu fugiria. Depilação então, nem pensar! Precisaria ser sofisticada, a laser ou qualquer outra tecnologia indolor. Nada de stress! Nada de baixas na autoestima!


De algumas não abriria mão: perfumes marcantes, hidratantes rejuvenescedores, peelings revigorantes, silhueta justa e contornos de violão, uma sereia que não exigisse dietas mirabolantes. Comer sem culpa, viver sem culpa! Por um só dia é até imaginável!


O melhor seria mesmo descobrir o "secreto" das falas, das conversas informais, dos segredos femininos discutidos sem receios, entre iguais. Saber tanto das dores quanto do êxtase! As aventuras inconfessas, as ousadias e transgressões segredadas.


Mas ser mulher, por um só dia, não seria apenas deliciar-me em futilidades da moda, medidas do corpo, pernas torneadas, bumbum enrijecido, pele delicada, cabelos tratados, cosméticos milagreiros e tantos outros "apetrechos" admoestadores do necessário embelezamento. Xô celulites, Xô estrias, Xô culotes. Por um só dia dá prá ficar sem tudo isso!


Ela também é espiritualizada, batalhadora, racional, ímpar. Eu seria então uma mulher superpoderosa, fazendo escolhas de felicidade, não as malogradas. Num só dia dá prá apostar nessas possibilidades.


Todas essas questões de ordem profissional, social e familiar, não seriam tão impossíveis de contornar, afinal, só um dia, passa rápido demais. A enxaqueca nem conseguiria se aproximar.


O grande problema seria controlar a libido. Ah, este seria um problema desastroso a se resolver. É que, enquanto mulher, ainda que só por um mísero dia, não me desvencilharia do meu lado "gay"!


"Arrgggg"! Homens? Nem pensar! Coisa mais esdrúxula, mais repugnante! Os trejeitos arrogantes, a empáfia de conquistadores, o machismo "imbecilóide", os hábitos constrangedores. Não! Isso já seria sacrificante, ultrajante até! Melhor revigorar o meu lado "gay", enquanto mulher!


O lado masculino, na mulher por um só dia, seria o imperativo a não escapulir dos traços. E ele é tão forte, tão encantado pela mulher, que mesmo em sua pele, seria impossível não se perder na beleza do olhar, no desenho dos lábios, no contorno da face, no convite dos olhos, na sedução do andar e no desejo que faz exalar!


Se eu fosse mulher, por um só dia, haveria de fazer sobreviver e sobrepor a todos os outros, a todo custo, o meu lado "gay"! Seria impossível, insípido e intragável imaginar diferente! 



Este texto participa da Blogagem Coletiva proposta pelo Espaço Aberto.

Continuem por aqui! A festa é sua, a festa é nossa. É de quem quiser, de quem vier!

12 de novembro de 2010

Tantos Caminhos: a festa continua - parte VI

Hoje, divido com vocês, um poema da querida amiga Ester, do blog Uni ver sos e da também querida Lua, do blog Chocolate com Pimenta.


  
Sou do tempo em que o tempo não corria,
passava.
Em que infância era sinônimo de brincar,
não trabalhar.
A natureza era um bem intocável,
sagrado.
Trabalhar era parte da vida, não 
o contrário.

Sou do tempo que se acreditava em
final feliz.
Correr na chuva não fazia mal.
Andar de mãos dadas com amiga,
normal.
Namoro era ao vivo, não
virtual.

Sou de um tempo que família era 
porto seguro, não hotel.
Era elegante usar chapéu
Dar flores, usual.
Tragédia só se via em jornal.
Dar bom dia não era anormal.

Queria morar nesse tempo
viver cada momento
Sem precisar pensar 
no que não entendo.
Escrevo o relógio 
que invento.

Ester



O medo é a ânsia de viver refletida no espelho dos desejos.

Lutei com meus medos, todos, pequenos e grandes.

Aceitei as transformações necessárias e muitas vezes dolorosas.

Aos poucos descobri que havia um mundo além do medo.

E ao lançar-me nele, vitoriosa, percebi que tinha asas...
Lua

Continuem por aqui, pois a festa continua e tem muito mais!

11 de novembro de 2010

Blogagem Coletiva - Minha Ideia é Meu Pincel (3ª)

Amigos, já deu para perceber que a festa por aqui não para. Hoje, divido com vocês, mais uma participação minha, na Blogagem Coletiva proposta pela Glorinha, do Café com Bolo.

Para aqueles que tiverem interesse em participar, clique aqui.


Georgia O´Keefe - The Waterfall
Despertar a imaginação, deixar que o olhar atento percorra a imagem, que possamos abstrair a vida que corre a nossa volta e contemplar... essa é a proposta e esse é o meu desafio.

Atenta a tela, assim me encontro nesse momento. Um atento contemplativo, que imagina e sonha, que olhos recebem com agrado as cores que saltam da tela.

A princípio o que chama a minha atenção: as cores, ou melhor, a combinação das duas principais cores. O verde e o branco me acalmam, me transmitem paz e afagam minha alma.

Procuro o caminho. Alguns podem me perguntar: Qual caminho? E, eu lhes respondo, o caminho que me levará ao som que escuto.

No silêncio dessa floresta ouço os pássaros cantando, o farfalhar das folhas, mas o som que mais me chama atenção, é do rio que corre. E procuro, afasto folhas, percorro caminhos, pois quero encontrá-lo. Arregaço a barra da calça, tiro os sapatos e com meus pés descalços alcanço a margem.

Meu único desejo: mergulhar meus pés em sua água e desfrutar do silêncio.E eu consigo.
Continuem por aqui, pois nos próximos dias teremos mais comemoração. Amanhã contaremos com a presença da Ester, do Manifesto Interno e da Lua, do Chocolate com Pimenta

9 de novembro de 2010

Tantos Caminhos: a festa continua - parte V

Meus amigos dando continuidade a festa de aniversário do Tantos Caminhos, hoje, deixo para vocês um post do querido amigo, Alexandre, do blog Lost in Japan. Espero que gostem!


Tudo aparentemente normal... 
Mas chegou a hora do adeus...

O vento busca seu caminho através das
cerejeiras em flor...

As pétalas despedem-se de suas árvores...
Embaladas pelo passo dos ventos...

Seguem seu caminho sem rumo
ditado pelos ventos da primavera...
O Sakurá (cerejeira em flor) é a flor mais querida pelos japoneses.
Como tudo por aqui, não é adorada apenas por sua beleza intrínseca e natural,
mas pelo significado que carrega, sua simbologia.

Sakura é uma analogia da vida:
Explêndida e breve florada
Efêmera, mas que deixa marcas profundas.

Dizem os japoneses que nossa vida deve ser igual a flor do sakurá:
Breve, mas há de ser bela.
E na brevidade de uma vida, externar sempre a mais bela pétala, a mais bonita flor
a fim de tornar o mundo mais belo, marcar sua existência com beleza.

E mesmo após a partida, deixar um pouco de beleza como herança ao mundo.
Pétalas que voam ao vento , chão que se enfeita do que um dia foram flores.

 A única certeza que temos na vida é que um dia seremos levados pelo vento.
Todos.
Portanto, como queremos marcar nossa existência neste mundo?

Que tenhamos, então, um sentido de existir. Que possamos florescer.
Para podermos partir com a mesma beleza que tivemos em vida.


O contraste entre o começo e o fim de uma existência...

E mais uma temporada de cerejeiras em flor 
chega a seu fim...
Mas que ninguém fique triste, pois a cerejeira se enche de belas folhas verdes.
E no ano que vem novamente estarão à florir.


Assim é a vida, dizem os japoneses...

(Fotos tiradas por mim e T. Majima no Centro Histórico da cidade de Nishio).


E olhem que lindo post sobre Cerejeiras em Flor da Sol Japanclique aqui para visitar o post

Continuem por aqui, pois a festa não para!

8 de novembro de 2010

Tantos Caminhos - Festa: livro esquecido, texto, desvirtualização e infância (Atualizado)

Meus amigos, hoje, o dia foi bem corrido e ainda não consegui visitar a todos que por aqui passaram contando como foi a experiência de esquecer o livro, mas eu o farei. Faço questão.


A Luma, do blog Luz del Luma fez uma lista com o nome da pessoa, o blog e o livro esquecido. Quem quiser passe por lá e deixe o registro. Eu o farei também, de acordo com os que passaram por aqui e me deram um retorno. Faço questão de divulgar a lista com todos os que participaram da ação. Ao que tudo indica foi um número bem expressivo.


Um beijo e mais uma vez obrigada!


Amigos, o dia chegou. Hoje, esqueci um livro, no caminho para o trabalho, no ônibus. Dentro do livro o bilhete dizendo que o livro fora deixado de propósito afim de que quem o achasse pudesse fazer uma boa leitura. Espero que achem e que gostem. No bilhete pedi que o livro fosse passado adiante após a leitura!

O livro


Livro com o bilhete
E como, hoje, é um dia de festa e para lá de especial deixo para vocês, um texto do Serginho, do blog Entre Nous.

Eu não sei falar de...

 AMOR

O Amor pode ser feliz
Pode ser sincero.
O amor pode ser fugaz,
Mas pode ser eterno.

No Amor pode haver brigas
Que só trazem feridas
No Amor pode haver paixão
Ceifada pela razão.

Amor de “Bom dia”
Amor que traz alegria
Amor do “até breve”
Leve.

Amor por um amigo
Querido, talvez aflito
Amor de mãe pra filha
Amor verdadeiro.

Amor e reverência ao Pai
Mesmo que não te entenda.
Amor com paciência ao irmão
Mesmo que não te entenda.

Amor de saudade
De saudade dos que se foram
Que deixaram as marcas,
As sabedorias e alegrias.

Amor puro, ingênuo
Amor de brincadeiras
Amor de caprichos.

Amor por um sorriso perfeito
Amor por uma risada gostosa
Amor pelo charme
Amor pela simplicidade

Pode ser amor pelo cheiro no travesseiro?

PODE...

Tem mais....no sábado, dia 06/11 aconteceu a nossa 2º Desvirtualização Carioca, no Bistrô do Paço, no Centro do RJ. 
Uma tarde para lá de agradável e de bos risadas com as queridas: Glorinha, She, Mila, Beth, Cris e Rosélia.



E para quem pensou que acabou, não....Hoje, estou no blog da querida amiga Norma, do Pensando em Família contando um pouco sobre a minha infância. Espero vocês por lá.

Agora acabou é verdade!

Obrigada à todos por estarem por aqui comemorando comigo!

7 de novembro de 2010

Tantos Caminhos: a festa continua - parte IV

Meus amigos, hoje, divido com vocês um conto reeditado pela querida amiga Glorinha, do blog Café com Bolo!


Lembram dos contos dos irmãos Grimm, de Hans Christian Andersen? Pois é, resolvi reescrever vários contos de crianças, adaptando-os para adultos. Se vai dar certo? Sei lá, mas aqui vai o primeiro:

A Princesa e a Ervilha.

Era uma vez uma princesa.

Ela era chic, fashion, inteligente, só usava Prada e sapatinhos Laboutin com a solinha vermelha. Lenços e echarpes Hermès. Tudo o que o dinheiro podia comprar ela possuía. Mas ela era solitária. E invejada.Todos os homens pelos quais se apaixonou só queriam saber de sua fortuna e de sua realeza.

Numa de suas estadas em Paris, hospedou-se no Georges V, como sempre fazia e arrumaram o quarto mais lindo para a linda e loura princesa.

Com vista para a Torre Eiffel e o rio Sena (na minha estória pode, tá?), borrifado com lavanda da Provence, o quarto era um sonho cor de rosa.

Para que a cama da princesa ficasse beeeem macia, pois ela estava acostumada com tudo de melhor que havia no mundo e só dormia em colchões de pluma de ganso e em lençóis de 2000 fios egícios, o velho camareiro colocou cerca de 30 colchões, um em cima do outro e uma escada ao lado para que a princesa pudesse subir láááá no alto da cama.

Acabou que, ao se deitar, a princesa ficou com a cabeça quase colada no teto e começou a ouvir uns barulhos vindos do quarto de cima.

Uns gemidos, uns arquejos. A princesa, curiosa, colou o ouvido no teto para ouvir melhor:

- Ai meu amor, assim...


- Ai que gostoso, querido...


- Meu amor, como eu te amo...

E ouvindo tanto aiaiai, uiuiui e tantas juras de amor a princesa começou a pensar em como desejava arranjar um príncipe, lindo, forte, musculoso, másculo e que a amasse de verdade.

Chamou o camareiro e pediu um champagne.

Tomou a garrafa quase toda, na esperança de dormir e não ouvir mais os gemidos e sussurros do casal do quarto de cima.

Nada adiantava. Ela continuava ouvindo o casal que fazia amor no andar de cima, pelo visto, no chão.


Até que resolveu pedir um Rivotril ou um Lexotan qualquer coisa que a fizesse dormir, pois de nada adiantava a maciez do colchão, o perfume de lavanda, o champagne. Ela estava começando a ficar triste demais e a ter a consciência de que nada adiantava ter dinheiro, luxo e conforto quando não se tem com quem dividí-lo.

Até que o camareiro, com pena da princesa, trouxe-lhe uma sopa de ervilhas bem quentinha, sentou-se na cadeira ao seu lado e começou a contar sua vida.

A princesa, encantada, ouviu o relato do velho camareiro, enquanto tomava sua sopa cheirosa e quente, até que, finalmente, adormeceu.

O camareiro saiu, pé ante pé, fechou a porta do quarto devagar e sorriu contente, pensando com seus botões: Ainda bem que as ervilhas encontradas debaixo dos colchões e juntadas ao longo de todos esses anos, finalmente, serviram para aquecer um coração solitário.

E assim, a princesa aprendeu, que sempre que se sentisse só, bastava uma boa e quente sopa de ervilhas e um amigo ao lado para que sua solidão desaparecesse.


"Precisamos de muito pouca coisa. Só uns dos outros."

Carlito Maia - escritor e publicitário.

Fim

Amigos dando continuidade a festividade, amanhã, estarei no blog da querida Norma - Pensando em família falando um pouco sobre a minha infância. Um beijo